Acabei de tomar um pouco de vinho e subi para o meu quarto. Ele já está fazendo seu efeito e trazendo uma certa tranquilidade. Mas nada se compara a leveza do olhar que ele me deu depois de nos darmos boa noite. O rosto inclinado em direção à porta em que eu estava e aquele sorriso tão sincero que tanto gosto. Como esse sorriso me traz paz!
É maravilhosa a sensação de naturalidade desse sentimento, dessa rotina compartilhada. Parece que ele (ele e o sentimento) sempre estiveram lá, sempre fizeram parte, sempre foram meus. Uma intimidade natural que cresce, sem esforços, sem dificuldade, apenas acontecendo.
Minha vida se misturando com a dele e isso é tão bom, tão leve. Não me sinto irracionalmente arrebatada por esse sentimento, mas ao mesmo tempo ele se faz presente e desperta algo bom e novo, porém tranquilo, racional. Um sentimento que me permite viver a paixão; e a racionalidade, conhecer quem ele é. Tudo como exatamente sempre pedi; um amor tranquilo.
É incrível como um simples, comum e rotineiro café da manhã compartilhado melhora o dia. E como a sua falta deixa um vazio. Sim, saber que vou vê-lo alegra meus dias. Ver seu sorriso, perguntar sobre seu dia e ouvir suas aleatoriedades são calmaria para a minha rotina. E sempre anseio pelo próximo momento juntos.
Hoje, dei boa noite e ao me deparar com aquele olhar e sorriso, a vontade era completar afirmando que o amo. Não o disse com palavras, mas com o coração já fiz incontáveis vezes. Sim, não sei se isso é bom ou ruim, mas eu o amo.
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