O que desassosega mais: a vida ou a morte?



Refletir sobre a morte sempre foi um costume e falar sobre nunca me foi um problema. Na minha casa, já me ouviram falar sobre doação de órgãos, cremação, onde jogar as cinzas e a música também já está escolhida.

Mas algumas perguntas sempre me deixavam ansiosa e com certo receio e, em alguns dias, ainda deixam: Será que eu vou saber viver? Será que eu vou aguentar viver? Será que eu vou saber lidar com a vida?

O que me traz calmaria e esperança é saber que a caminhada é mais importante que a chegada. É viver esse trajeto. É ter a plena consciência de entender que posso não ser ainda a minha melhor versão, não ser ainda a melhor cristã, a melhor filha, a melhor amiga, posso não ter chegado onde quero, não ter feito nem 1% das viagens que quero, nem alcançado metade da metade dos meus objetivos, mas que diariamente vivo para que isso se torne real. É sobre não me negligenciar, não me autossabotar. É sobre não culpar as circunstâncias ou os outros. É sobre se entregar, é sobre construir minha história e a viver diariamente. 

Viva com excelência, afinal é a sua vida, A SUA VIDA.

Como disse Bertolt Brecht, tema menos a morte e mais a vida insuficiente.
E Francisco de Quevedo, "Feliz serás e sábio terás sido se a morte, quando vier, não te puder tirar senão a vida." Por fim, Carpe Diem (aproveite o dia).

Legenda da imagem: você não simplesmente acorda e se torna uma borboleta, crescer é um processo. 


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